quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sala de Recursos - Atendimento Educacional Especializado


A Construção do Conhecimento na Diversidade



No ano de 2003 a E. E. Arthur Berganholi abre espaço à educação inclusiva, oportunizando igualdade, acesso e atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais, abraçando o Projeto Incluir da SEE/MG. À partir daí, foram feitas adaptações curriculares que possibilitaram efetivar a inclusão. Adaptações estas, que são sempre revistas no decorrer de todo o processo educacional.

Proposta político pedagógica:
· Estruturação da rede física, com a construção de rampas e banheiros adaptados.
· Criação de uma sala de recursos para atendimento específico equipada adequadamente com recursos tecnológicos (mesa educacional), pedagógicos (jogos diversos) e humanos (professores capacitados).
· Aperfeiçoamento dos professores regentes através de cursos promovidos pela SEE, encontros realizados para troca de experiências e atualizações.
· Conscientização da comunidade escolar quanto ao processo de inclusão a fim de sensibilizar os pais para apoiar a escola.
· Adequação dos conteúdos curriculares para atingir os alunos de forma significativa, valorizando assim a diversidade cultural, étnica, religiosa, social e de gênero.
· Realização de encontros quinzenais (MÓDULO II) com ênfase nos aspectos pedagógicos.
· Realização de palestras com toda a comunidade escolar abordando temas que fazem parte de sua realidade como meio ambiente; sexualidade; direitos e deveres da criança, adolescente e da família; cultura afro-brasileira (valorização, discriminação e preconceito etc.); inclusão social dos alunos com necessidades especiais.

Projetos e atividades adequadas direcionadas a cada turma:
· Projetos de incentivo à leitura: Passaporte da Leitura; leitura em família; diariamente na primeira aula é feita uma leitura pelo professor de um texto contendo preceitos éticos, filosóficos e comportamentais; hora do conto e reconto.
· Projetos desenvolvidos semanalmente a fim de trabalhar a autoestima, através de dinâmicas, textos diversos, filmes, debates dos trabalhos realizados em geral.
· Planejamento dos conteúdos e atividades a serem trabalhados a cada bimestre tendo como base os PCNs, cadernos do CEALE, descritores do SIMAVE, Guia do alfabetizador e outros.
· Aulas de educação física direcionadas para as atividades que exigem concentração, raciocínio rápido e memória, dando ênfase aos fatos fundamentais através de jogos e brincadeiras variadas, coordenação motora grossa, conceitos de lateralidade etc.
· Encontros semanais individuais de coordenação com a supervisora com objetivo de discutir, analisar e planejar as aulas que serão desenvolvidas durante a semana.
· Momento diário para utilização da prática escrita dos alunos fazerem um registro individual, com objetivo de estimulá-los a produzir mais com coerência, coesão e sequência.

Adaptações curriculares individuais
· Planejamento e registro bimestral do PDI (Plano de Desenvolvimento Individual);
· Atendimento individualizado ou em grupo com atividades específicas a cada dificuldade apresentada pelo aluno;
· Leitura e interpretação diária de diversos gêneros textuais acompanhada em casa pela família e na escola de forma individual;
· Valorização do bom comportamento e do desempenho do aluno individualmente com elogios, conversas e outros;
· Visita às famílias dos alunos quando houver necessidade de um maior contato com as mesmas;
· Assistência pelo professor de forma individualizada ao aluno com necessidades especiais, diferenciando as atividades;
· Utilização de estratégias dentro da sala, como monitoria dos alunos e trabalho em grupo;
· Utilização de recursos didáticos variados adequados às necessidades educacionais especiais, tais como: Jogos (quebra-cabeça, blocos lógicos, letras e números móveis); brincadeiras diversas; atividades diversas que exploram as partes do corpo; questão espacial e outros;
· Atendimento específico e qualificado em sala de recurso.
· Orientação aos pais para que busquem assistência especializada quando o aluno vier a apresentar uma necessidade educacional especial.

Outras adaptações curriculares ainda necessárias:
· O serviço especializado de um “Professor de Apoio” para dar suporte ao aluno com deficiências múltiplas inserido na sala de aula regular, pois é uma realidade que vivenciamos na nossa escola;
· Tempo e espaço diferenciado para avaliações dos alunos portadores de TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade);
· Realização de encontros coletivos com as famílias dos alunos com necessidades educacionais especiais para troca de experiências e vivências para um fortalecimento do grupo, pois se percebe a ansiedade, a falta de informação no convívio diário com seus filhos. Também seria o momento para trabalhar a autoestima dos pais através de dinâmicas e palestras com profissionais da área e outros.
Todo o trabalho desenvolvido no âmbito escolar é elaborado de forma coletiva a fim de atingir todos os alunos.

Considerações finais
Os ajustes feitos na Escola Estadual Arthur Berganholi não se limitaram apenas à rede física. Para nós, estas foram as primeiras barreiras removidas. Porém, não foram suficientes, pois novos obstáculos foram percebidos.
O debate sobre a inclusão passou a ser o principal tema das reuniões pedagógicas, das propostas, das intervenções e dos estudos.
A mudança de atitude foi um passo importante para incluir verdadeiramente os alunos com necessidades educacionais especiais em todos os processos educativos, no contexto escolar e fora dele.
Temos a consciência de que o nosso projeto não está pronto e que serão necessários novos ajustes para adequar à realidade e ao momento. Existe um longo caminho a percorrer entre o nosso querer e a nossa capacidade de trabalhar com a diversidade. Isso requer tempo, vivência e busca de conhecimento, porém esta é uma questão assumida pela maioria dos profissionais da Escola Estadual Arthur Berganholi. Estamos de mentes e corações abertos a esta nova orientação.

Trecho do trabalho coletivo desenvolvido pelos professores da E. E. Arthur Berganholi no Curso Educação Inclusiva da Rede Pública de Minas Gerais PUC-Minas

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Livro de Poemas - Araçuaí Lugar Onde Eu Vivo

Poema retirado do livro produzido pelos alunos do 5º ano/2008

A Nossa Araçuaí

Como surgiu Araçuaí?
Cavaleiros passavam por aqui
Paravam para descansar
E também se alimentar.

Haviam muitas araras
Por isso o nome Araçuaí
Aqui se instalaram mulheres de garra
Com quem os homens só queriam farra

Aos poucos o comércio foi crescendo
E com ele mais pessoas aparecendo
Elas traziam coisas para vender
E compravam mantimentos para comer

Hoje está diferente, a cidade cresceu
E muita coisa aconteceu
A região é desvalorizada
E as pessoas pensam que aqui não produz nada

Mas elas estão enganadas
Pois aqui tem pessoas esforçadas
Que fazem a cultura crescer
E o talento do povo aparecer.

Viva os trovadores do Vale
O povo Preto do Rosário
Viva também os Meninos de Araçuaí
Que faz a gente cantar e sorrir.

O artesanato que vejo por aqui
Em outro lugar eu nunca vi
Mulheres rendeiras a tecer
Que fazem com amor para sobreviver.

No barro nem preciso dizer
Com suas mãos delicadas
Seu olhar criativo
Seu povo faz a arte aparecer

Viva Araçuaí!
Viva o povo valente
Que vejo por aqui.

Kleyton Luiz Ferreira - Aluno do 5º Ano/2008
E. E. ARTHUR BERGANHOLI

quinta-feira, 14 de maio de 2009

E.E. ARTHUR BERGANHOLI - 25 ANOS


25 Anos de utilização do prédio próprio e 83 anos de história!!!

Histórico da Escola Estadual Arthur Berganholi


A Escola Estadual Arthur Berganholi foi criada em 1926. Era a princípio particular e pertencia ao Colégio Normal Nazareth, de propriedade das Irmãs Franciscanas e tinha o nome ESCOLAS COMBINADAS ANEXAS AO COLÉGIO NORMAL NAZARETH.
Em 29 de Abril de 1964 as quatro primeiras séries tornaram-se estaduais e a escola passou a se chamar ESCOLA ESTADUAL ANEXA AO COLÉGIO NORMAL NAZARETH, sendo que o aluguel das salas, professores e funcionários eram pagos pelo governo estadual.
Em 1980, as Irmãs Franciscanas pediram a desocupação das salas. A partir daí, foi muita luta para conseguir verbas para a construção da própria sede, que em convênio com o município foi construída, graças ao esforço e dedicação da Diretora Eliana Colares e do então prefeito de Araçuaí, Dr. Arthur Berganholi.
Em 21 de Setembro de 1984 a escola passou a funcionar no prédio novo.
A Escola Anexa passou a se chamar ESCOLA ESTADUAL ARTHUR BERGANHOLI em 23 Novembro de 1992 em homenagem a seu benfeitor que agilizou a sua construção.

Parabéns Escola Estadual Arthur Berganholi pelos 25 anos!

terça-feira, 17 de março de 2009

Educação Inclusiva - Uma Nova Maneira de Ver o Mundo!



A Escola Estadual Arthur Berganholi conta com uma clientela bastante diversificada. Atualmente atende 503 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
A escola procura proporcionar a todos um ensino de boa qualidade desenvolvendo projetos de educação comprometida com o desenvolvimento da capacidade que permita intervir na realidade para transformá-la.
A Escola Estadual Arthur Berganholi, fundamentada no artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos, abre espaço à Educação Inclusiva, oportunizando igualdade, acesso e atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais, valorizando as peculiaridades dos alunos, incorporando a diversidade sem nenhum tipo de distinção.

Foto da apresentação de Final de Ano: " Nunca Deixe de Sonhar"